Guerra Frígida: Uma História de Amor

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O poderosíssimo Vladimir Putin quer ficar nos anais da história como um verdadeiro portento político. A sua última deriva nas questões internacionais levou-o a “modernizar” a aclamada Cimeira do G20, transformando-a na Cimeira do Ponto G. Na visão de Putin, esta festa promíscua entre os líderes mundiais devia ser levada mais a sério:

“É sabido que nestes encontros é tudo uma questão de saber quem vai ser comido por quem. Uns ficam por cima, outros por baixo, uns ficam de lado, e há ainda aqueles que são atraiçoados pelas costas. Eu apenas quero desmistificar estes tabus e tornar esta reunião num encontro interessante para todos os envolvidos.”

Os analistas internacionais interpretaram esta iniciativa como uma forma de concretizar um “quebra gelo” entre o presidente russo e o homólogo americano, Donald Trump. As quezílias entre ambos são conhecidas, mas apenas escondem um dos amores proibidos mais ternurento de que há memória.

Em declarações públicas, Trump demonstrou o seu afeto pelo líder russo falando do modo como as cores das bandeiras russa e americana (o branco, azul e vermelho) revelam que os países são “aliados coloridos”. Trump é assertivo nesta matéria, chegando mesmo a dizer que os e-mails trocados entre a sua administração e os russos são de natureza exploratória e não têm os compromissos de uma relação séria.

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Relativamente ao encontro internacional, a empresa que organizou a Cimeira do Ponto G, The Facebutt Corporation, distribuiu pelos convidados os afamados preservativos Put In.

Estes preservativos garantem a performance sexual de um garanhão soviético com garantias de uma proteção máxima, não fossem eles produzidos por uma das empresas com maior notoriedade do mercado: a KGB, que detém como slogan “Fuzila e protege ao estilo soviético”. 

À parte destes pormenores, esta cimeira sexual pretendeu criar laços profundos entre os principais líderes mundiais. Entre as personalidades mais entusiasmadas estavam Angela Merkel e Theresa May, as únicas mulheres do G20.

“Dezoito homens para duas mulheres é um sonho para alguém como eu. No meu país o que não falta são homossexuais reprimidos. Espero que este bacanal me ajude nas tnegociações do Brexit, caso contrário, a todas estas dores que estou a sentir nas ancas vai-se juntar uma séria dor de cabeça”, declarou May, Primeira-Ministra do Reino Unido.

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Durante as reuniões, e dada a impossibilidade de Merkel e May atenderem às necessidades de todos aqueles machos alfa, alguns dos convidados tiveram de alterar a sua condição de alfa para gay. Ao contrário do que seria de esperar, todos os líderes mundiais revelaram uma grande abertura à experiência, e o difícil até foi no final da cerimónia fazer com que eles se conseguissem descolar uns dos outros. A técnica do “balde de água fria” teve de ser usada, e com sucesso.

O encontro entre Trump e Putin foi marcado por um acontecimento inesperado. Ambos os garanhões receberam um cartão que os convidava a ir ter a um dos quartos do motel russo onde esta orgia tinha lugar. Trump foi o primeiro a chegar ao quarto, e lá dentro, à sua espera, um corpinho delgado escondia-se debaixo de uns lençóis de seda da marca URSS. Enquanto Trump se ajoelhava na beira da cama, era possível ver uma cabeça escondida por detrás de uma máscara vitoriana que se ria sinuosa e malevolamente.

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Num volte-face inesperado, quando o presidente dos Estados Unidos puxou violentamente os lençóis para trás, não era Putin que estava debaixo deles, mas antes… Kim Jong-un, o líder da Coreia do Norte!

Trump começou a grasnar histericamente frases curtas, de 120 caracteres, enquanto Kim Jong-un ria como um desalmado pela malvadez que fizera. Entretanto, alguém bateu à porta. Era Putin. Afinal, o presidente russo também tinha recebido o convite para aparecer naquele quarto.

Quando entrou, Putin viu Kim Jong-un a rir-se como uma hiena e Trump a chorar abundantemente. Quando Trump se apercebeu que era Putin quem tinha entrado no quarto, foi a correr socorrer-se nos seus braços.

“Vês, Putin? Sempre ele com as suas palermices… Ele faz tudo isto para gozar connosco! Não vais fazer nada, meu amor?”, perguntou Trump ao presidente russo.

Putin empurrou Trump para o lado, trancou o quarto, e despiu as bandeiras russa e ucraniana que estava a usar para tapar as suas partes íntimas. Em fúria, articulou sovieticamente:

“Estou farto que estejam sempre a implicar um com o outro como se fossem duas virgens ofendidas. Vou ensinar-vos o conceito de União à boa maneira Soviética.”

As más línguas que percorreram (e lamberam!) os corredores daquele motel duvidoso confessaram que nunca tinham ouvido tamanho chinfrim: “Aquilo parecia um zoológico. Era barulhento, cheirava mal, e os animais eram uns mal educados”, disse uma das funcionárias.

Em retrospetiva, dois meses passaram e os efeitos desta cimeira já se fazem sentir. A Europa está mais benevolente com os seus países membros; o Médio Oriente manifestou recentemente maior tolerância para com homossexuais e mulheres; as potências asiáticas estão economicamente mais equilibradas entre si. 

Todavia, a maior vitória terá sido a de Putin: o novo triângulo amoroso entre os Estados Unidos, Rússia e Coreia do Norte está a viver uma verdadeira lua de mel. O azedume baixou, e já começaram os diálogos para um desarmamento nuclear à escala global.

Freud tinha razão. É tudo uma questão de sexo e alívio da tensão. Viva a Cimeira do Ponto G!

texto retirado de A Teia nº4 – Tesão Nuclear

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